"- Café é um companheiro nosso de longa data e sempre está disposto a colaborar e a nos auxiliar. Desta vez, aproveitando seu retorno recente, ele concordou voluntariamente em nos deixar estudar suas lesões consequentes à enfermidade que o vitimou, antes de ter seu corpo espiritual submetido ao tratamento de reparação corporal e desmaterialização dos vírus. Ele recebeu uma carga energética, que funciona como uma espécie de anestésico para não sentir dores e faz com que sejam retiradas de sua memória as últimas sensações antes de desencarnar, dolorosas para ele. (...)"
O trecho anterior retirado do livro Todos os Animais merecem o Céu, Marcel Benedeti, descreve um cão no plano espiritual auxiliando as equipes espirituais, neste caso, em aulas, como citado.
Nosso estudo não tem como objetivo julgar as fontes de informação, porém analisá-las e estudá-las de maneira lógica.
Na parte I deste capítulo, vimos que Kardec e os Espíritos (Livro dos Espíritos), em primeiro momento, escrevem que os outros animais não possuem idêntica faculdade a do homem (pensa e obra por livre vontade) e não possuem a consciência de si mesmos. Uma vez que Kardec nos instruiu a acreditar na Ciência, quando esta parece mostrar parâmetros favoráveis, somos levados a acreditar que, neste momento, os Espíritos acreditaram que a humanidade não estava pronta, naquele momento (1859), para saber mais a fundo sobre este assunto, já que a Ciência prova por meios indiscutíveis, a inteligência e raciocínio animal.
Podemos citar o caso de chimpanzés que sofrem ao perceber que um do grupo morreu, ou, neste mesmo grupo de animais, observarmos o aprendizado de um jovem, com outro do grupo, a lidar com ferramentas para se alimentar (gravetos, pedras etc), o que sugere a consciência de grupo, de si mesmo.
Os livros da codificação não nos revela muito acerca deste tema, mas podemos observar em outras obras espíritas a presença de animais em plano espiritual.
Divaldo Franco, questionado acerca deste assunto respondeu:
"O egrégio Codificador do Espiritismo informa-nos que o período em que os animais se demoram na erraticidade é breve, logo retornando à reencarnação. Nada obstante, a mediunidade vem demonstrando que ocorrem períodos mais longos, conforme encontramos narrações nas obras ditadas pelo Espírito André Luiz ao venerando médium Francisco Cândido Xavier, assim como Charles à nobre médium Yvonne do Amaral Pereira. Essas informações não colidem com a palavra do mestre de Lyon, porque o desdobramento dos estudos doutrinários estava previsto por ele, ampliando as informações contidas nas obras básicas.
Recordo-me, por exemplo, de Sultão, o cão que acompanhava o padre Germano, conforme narrado nas Memórias do Padre Germano, de Amália Domingo Soler, e da vida de Dom Bosco, que era defendido por um cão, nas diversas vezes em que atentaram contra a sua vida.
Pessoalmente, já tive diversas experiências com animais, especialmente cães desencarnados, que permanecem na erraticidade há algum tempo." (Jornal Mundo Espírita, 2008)
Continuaremos nosso estudo semana que vem!