quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Todos os animais pensam



"O pensamento nada mais é do que uma maneira de processar informações, de forma a se adaptar às situações e condições do meio ambiente. Todos os animais pensam, seja um verme, uma abelha, seja um humano fazendo cálculos matemáticos", afirma o professor Marc Hauser, do Departamento de Psicologia da Universidade de Havard, nos EUA, e autor do recente Wild Minds (Mentes Selvagens, ainda sem tradução para o português), considerado um dos mais avançados estudos sobre o funcionamento da mente dos animais. "Os animais pensam de maneira semelhante a crianças que não aprenderam a usar a linguagem. Eles têm pensamentos muito interessantes, mas só conseguem expressá-los por meio de grunhidos, latidos e trinados", explica Hauser (...)"

Se devidamente treinados, chimpanzés, gorilas e orangotangos podem inclusive aprender a se comunicar por meio da linguagem dos sinais, como fazem os surdos-mudos humanos. Em abril de 1998, por exemplo, a gorila Koko, que durante 20 anos aprendeu a linguagem dos sinais, tornou-se o primeiro ser não-humano a participar de um chat ao vivo pela Internet. Ajudada por sua treinadora, Francine Patterson, que traduzia as perguntas dos internautas e digitava as respostas para a gorila, Koko respondeu detalhes de sua vida cotidiana, falou do seu desejo de ter um bebê e de sua vontade de um dia voltar a ser livre

Referência Bibliográfica

ROMANINI, V. Existo, logo penso. In. Terra, nº 141, São Paulo: Peixes, jan/2004, pp. 44-58


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Veja também:


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Elo entre homens e outros animais (Parte II)



Veja nossa Proposta de Estudo


"Há sempre aneis que ligam as extremidades da cadeia dos seres e dos acontecimentos" (questão 609, Livro dos Espíritos - LE)

 Nesta questão Kardec e os Espíritos de Luz esclarecem que: "Durante algumas gerações, pode ele conservar vestígios mais ou menos pronunciados do estado primitivo, porquanto nada se opera na Natureza por brusca transição."

Devemos nos perguntar neste momento sobre o instinto. Sabemos que ele também existe na espécie humana, ou ainda acreditamos que agimos apenas pela razão? Obviamente a resposta será não, uma vez que poderemos lembrar como agimos, muitas vezes, em situações de risco ao perder aquela e agir instintivamente.

"(...) o instinto existe sempre, mas o homem o despreza. O instinto também pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança do que a razão. Nunca se transvia." (questão 75, LE)

Então, qual é a origem do nosso instinto, já que todos o possuímos? Certamente muito se especula, mas pouco se conclui. Segundo a questão mencionada acima e outras, o Espiritismo acredita na evolução anímica e acerca deste assunto vejamos o que André Luiz (psicografado por Chico Xavier tem a nos ensinar:

                                            "Evolução do tempo - É assim que dos organismos moleculares aos organismos complexos, em que a inteligência disciplina as células, colocando-as a seu serviço, o ser viaja no rumo da elevada destinação que lhe foi traçada do Plano superior, tecendo com os fios da experiência a túnica da própria exteriorização, segundo o molde mental que traz consigo, dentro das leis de ação, reação e renovação em que mecaniza as próprias aquisições, desde o estímulo nervoso à defensiva imunológica, construindo o centro coronário, no próprio cérebro, através da reflexão automática de sensações e impressões em milhões e milhões de anos, pelo qual, com o Auxílio das Potências Sublimes que lhe orientam a marcha, configura os demais centros energéticos do mundo íntimo, fixando-as na tessitura da própria alma. Contudo, para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento, o ser, (...) despendeu para chegar aos primórdios da época quaternária, (...) nada menos de um bilhão e meio de anos (...)"


"Tudo em Natureza é transição, por isso mesmo que uma coisa não se assemelha a outra e, no entanto, todas se prendem umas às outras (...)" (questão 589, LE).

Acerca desta questão, Paulo Neto no livro Alma dos Animais - Estágio anterior da Alma Humana? esclarece: "A resposta taxativa nos remete a aceitar que há não só transição, mas também passagem definitiva entre os reinos vegetal para animal, deixando assim evidente a questão da evolução anímica, pois não haveria sentido algum essa evolução, senão porque o princípio inteligente que anima essas espécies esteja evoluindo de um estágio a outro mais avançado  (...)." 

"O princípo inteligente que anima outros seres vai sofrer um progresso até que um dia passe ao estágio superior: o da humanidade" (Alma dos Animais - Estágio anterior da Alma Humana?, pp. 56)

Continuaremos este estudo semana que vem!


Referências Bibliográficas

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Dos Três Reinos: Os animais e o homem.  Federação Espírita Brasileira, ed. 76ª. Trechos retirados citados no texto.
NETO, P. Alma dos Animais – Estágio anterior da alma humana? Editora GEEC. pp. 55-56. 2008.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bonobos – sexo por prazer e diversão



 “Os bonobos, que habitam o Zaire, na África central, são os mais pacíficos dos grandes primatas. Eles não planejam caçadas, embora possam atacar, por exemplo, um esquilo que cruze o caminho deles. Por isso, a dieta à base de carne representa apenas 1% de sua alimentação (em chimpanzés corresponde a 2%).
Frequentemente, para usar as mãos, eles ficam em pé, em posição ereta como os humanos, mas o dado mais curioso é que suas práticas sexuais não revelam nenhuma preocupação com a procriação da espécie. Todo tipo de relação sexual, presente também nas sociedades humanas, já foi documentado entre os bonobos: além do tradicionalmacho e fêmea, há práticas homossexuais em ambos os sexose outras que incluem indivíduos de idade muito distante, como uma fêmea com macho muito mais jovem e vice-versa.
Além disso, os bonobos copulam em posição frontal (macho sobre e de frente para a fêmea) – posição até então considerada exclusiva da espécie humana, e eles se beijam na boca: beijo de língua!
Na sociedade dos bonobos as fêmeas são as verdadeiras estrategistas. Elas se unem para atacar algum macho que tenha agredido alguma delas. E não se deixam levar pelos mais fortes. Copulam com muitos machos e os confundem com relação à paternidade dos filhotes evitando assim casos de infanticídio comuns em outras espécies de grandes primatas.”

Consideremos a inteligência nos outros animais não apenas ato instintivo, mas ato de sua própria vontade.

Referências Bibliográficas
CHUECO, F. Quase humanos? Newton – Tecnologia, Ciência e Vida, nº 2, São Paulo: Sinapse, s/d., p.32.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Os animais oram?

Da cauda ao focinho, totalmente preto, era aquele cãozinho que chegava vagarosamente, com dignidade, nas sessões públicas do Centro Espírita Luiz Gonzaga, da cidadizinha rural de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, e dirigia-se para o canto, onde Chico estava. Ali ficava, como se estivesse em prece, quieto, olhos fechados.

Terminados os trabalhos, desaparecia silenciosamente como chegara. Uma tarde, a dona de Negrito deparou-se com o médium e falou:

"Imagine, meu cachorrinho às sextas e segundas some das 20 às 2 horas da madrugada, e só agora vim a saber que vai para o Centro! Como é que ele, sendo um animal, consegue vencer todos os obstáculos e fugir para frequentar um ambiente sadio, espiritualmente elevado, enquanto eu, por mais que queira, não tenho forças para ir a um Centro Espírita?"
Chico (as multidões de sofredores e enfermos os seguem, como outrora seguiam a Jesus) sorriu, escondendo a emoção, e a consolou:

"Minha filha, não fique triste. Negrito leva para você um pouco de paz e um dia, que já vem perto, há de trazê-la aqui. Jesus há de ajudá-la."Não se passou muito tempo. Logo, a infeliz meretriz, depois de abandonar sua triste profissão, juntamente com seu leal amigo Negrito, começaram a frequentar as aulas de evangelização no "Centro do Chico".
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Muitas vezes pensamos que apenas o ser humano pode conversar com Deus.

Os animais, segundo a literatura que hoje nos é disponível, não possuem consciência diante do que chamamos de Deus. Por outro lado, acreditamos que os animais são mais sensíveis - podem sentir a presença de fenômenos que muitos seres humanos nem se quer notam -, então, por que não poderiam sentir vibrações de luz - oriundas dos Espíritos de Luz - e serem atraídos por isso, frequentando Centros Espíritas, Igrejas, Templos?

A oração é muito mais do que proferir palavras, os animais conseguem comungar com a Natureza muito mais eficientemente do que qualquer animal humano. Por muitas vezes, os outros animais ainda conseguem "conversar" com Deus, sem ao menos conhecê-lo (grifo nosso).

Texto retirado do site Espirinauta: Os animais também oram
Clique aqui para conhecer o site: Espirinauta

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Elo entre homens e outros animais (Parte I)



Veja nossa Proposta de Estudo

Há muito tempo a Ciência busca desvendar o "elo perdido", isto significa, o ponto de hominização dos outros animais e suas escalas evolutivas até chegarem ao patamar atual Homo sapiens sapiens - nós.

Alguns chamam esta procura de a busca do Rubicão Cerebral, como escreve Irvênia Prada em seu livro A Alma dos Animais:

                             "O termo rubicão, refere-se ao rio Rubicão, próximo a Roma, que não podia ser atravessado por um comandante militar acompanhado de suas tropas. Caio Júlio Cesar, em 49 a.C., ultrapassou-o, violando assim os limites legais, e marchou para Roma na conquista do poder. Por força dessas raízes históricas, rubicão passou a simbolizar um limite preciso, bem definido.
                              Entende-se por Rubicão Cerebral um limite preciso que a Ciência busca estabelecer entre o que o cérebro de homem e o que é cérebro de macaco (...)"

No mesmo livro, a autora conclui que: "(...) podemos concluir que não há condições, frente aos conhecimentos até agora oferecidos pela Ciência, de definir um rubicão, isto é, um limite preciso, entre o homem e os animais, relativamente às suas características de capacidade craniana e volume cerebral."

Lendo o livro citado de Irvênia Prado, parece-nos muito lógico pensar na evolução de outros animais até homens, uma vez que a ideia do Criacionismo puro já não nos é verdadeira (leia mais em Criacionismo X Evolucionismo). A autora faz uma relação entre nossos parentes conhecidos e a capacidade cranial, em centímetros cúbicos (aqui apenas o nosso parente mais próximo, que viveu a cerda de 500 mil anos):

Homo sapiens...................................................................................................1.345
Homo sapiens sapiens (homem de 35 mil anos atrás até os dias de hoje)...........1.500 ou mais

"(...) notamos expressivo aumento da capacidade craniana, o que por sua vez é sugestivo do correspondente aumento do cérebro. (...) Tal fato é muito interessante de ser observado, (...) o projeto de Sistema Nervoso (...) ainda está em mudanças na porção correspondente ao cérebro, o qual vem se expandindo graças às camadas que tem adquirido em seu processo evolutivo." O que nos faz pensar que a evolução continua para parâmetros físicos e, sem dúvida, espirituais.

O Espírito Emmanuel, em 1940, em O Consolador:

Questão 79 - Como interpretar nosso parentesco com os animais?

Considerendo que eles igualmente possuem, diante do tempo, um porvir de fecundas realizações, através de numerosas experiências chegarão, um dia, ao chamado reino hominal, como, por nossa vez, alcançaremos, no escoar dos milênios, a situação de angelitude. A escala do progresso é sublime e infinita. No quadro exíguo dos vossos conhecimentos, busquemos uma figura que nos convoque ao sentimento de solidariedade e amor que deve imperar em todos os departamentos da natureza visível e invisível. O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é rãzão. O anjo é divindade. Busquemos reconhecer a infinidade de laços que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos em nosso íntimo o santuário eterno da fraternidade universal.

Continuaremos este estudo semana que vem!

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Para saber um pouco mais sobre a visão de Irvênia Prada e seus livros leia: Espiritualidade dos Animais - Irvênia Prada 


Referências Bibliográficas

PRADA, I. A Alma dos Animais. Editora Mantiqueira, 2º edição, pp.38-45, 2000.
Kuhl, E. Animais Nossos Irmãos. Editora Petit, pp. 86, 1995.