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sexta-feira, 16 de março de 2012

O que é Senciência Animal?


Por Sirlei Aparecida Maestá, Profª. Drª. de etologia da UNESP/Câmpus de Dracena

No dicionário português a palavra Senciência, ainda não é encontrada, originada do latin sentire que significa sentir, “é a capacidade de sofrer, sentir prazer ou felicidade”. O conceito de animais sencientes, ou capazes de experimentar estados afetivos positivos e negativos, tornou-se nos últimos 30 anos, um tema de grande interesse . No entanto, um exame mais detalhado da história revela que o interesse pelo tema não é tão recente assim.


quinta-feira, 1 de março de 2012

As crianças e a sensibilidade à causa animal





Quem não se lembra do famoso video, em que um garotinho vendo seu irmão matar uma formiguinha, começa a chorar compulsivamente?

Naquele momento, aquela criança conseguiu colocar em prática aquilo que todos os seres humanos têm capacidade de fazer, porém a minoria faz: colocar-se no lugar do outro – humano ou não. Não entremos no mérito da senciência da formiguinha, mas de como este menino foi capaz de sofrer ao imaginar o sofrimento daquele pequeno ser.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O paradoxo na relação homem-outros animais





“A relação subjetiva entre homens e ‘bichos’ transformou-se. Diferentemente de seus ancestrais, o animal contemporâneo não é uma simples companhia ou protetor, mas um membro da família humana” (Delarissa e Mattioli, 2007). Conforme estes autores, a afetividade com os animais é herança de nossos antepassados; mas na atualidade, esta relação é muito mais próxima e complexa. Interagimos com eles de forma mais profunda, buscando, muitas vezes, alívio para nossas angústias. Mais do que companhia eles são provedores de afeto, ajudando no resgate ou estímulo de aspectos lúdicos e cognitivos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A história de Taisa e Suzana

O texto a seguir foi escrito pela amiga e leitora do blog Taisa Baroni. 

Agradecemos imensamente por sua contribuição na divulgação do amor, respeito e estudo da espiritualidade dos animais não-humanos e por compartilhar essa bela história conosco.

Para compartilhar sua história conosco, acesse: Escreva uma história!


Na manhã do dia 01/05/2011, minha amada e fiel companheira Suzana, uma Cocker Spaniel de 10 aninhos, partiu, ela sofria com tumores, que mesmo retirados teimavam em voltar, tornando sua saúde fraca e debilitada. Nos últimos dias ela já respirava com dificuldade e não se alimentava mais sozinha.  

Fiquei arrasada, inconformada, mesmo sendo espírita e sabendo que os animais têm alma, eu custava a acreditar que ela se foi, chorei durante a tarde toda, não conseguia aceitar o fato e nem controlar a falta que já sentia da minha pequena, fiquei desesperada, doía muito.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O auxílio dos outros animais e a vida humana

Chico diz que “É preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo (…). Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefe mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só tenho o necessário para sobreviver; casa, eu não tenho o que fazer com mais de uma (…). Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou more, eu choro muito (…)” 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Menino Jesus e os animais


Menino Jesus penetrava nos bosques, surpreendendo as feras nômades que o fitavam inquietas e sem coragem de agredi-lo ante a refulgência que percebiam no seu campo astral. 

Nunca o menino Jesus usou de qualquer meio para matar um pássaro, destruir um réptil, um inseto ou um batráquio. Viam-no costantemente curvar-se para o solo e colher verme repelente na folha vegetal, para situá-lo fora dos perigos do caminho. Ele arriscava sua vida inocente nos arvoredos envelhecidos em que subia para proteger os ninhos perigosamente pensos nos galhos rotos. Os pássaros lhe arrancavam risos cristalinos e pareciam compreender seu carinho para com os seus filhotes implumes. 

Nunca se pôde matar alguma ave ou qualquer outro animal na presença do Menino Jesus. Esse espetáculo doloroso deixava-o abatido e enfermo, sendo demorada a sua volta para a vida comum. Qualquer perversidade cometida contra os animais tornava-o subitamente silencioso e com uma expressão de censura tão veemente no olhar, que muitos dos seus companheiros chegavam a se atemorizar. 

Desde pequenino, ele revelou profunda repugnância pela carne. O astral demasiadamente instintivo e sofrido do animal produzia tremendo impacto na tessitura delicadíssima do seu corpo etérico. 

Jesus terminou os seus dias avesso à alimentação carnívora. No seu símbolo de ternura apostólica, ele parte um pedaço de pão e afirma: “Eis o meu corpo” 

Mesmo na hora em que ofereceu singela ceia aos apóstolos, e que a tradição religiosa dramatizou para firmar mais um dogma, o Mestre ainda se decide pelo pão em lugar da carne, deixando imorredoura lição contra o hábito inclemente da ingestão de restos mortais de animais sacrificados. 


Leia também: 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Animais, nossos companheiros - Cairbar Schutel



Vós que vedes luzes nestas letras, que traçam a estrada da Evolução Espiritual, tende compaixão dos pobres animais seja bom para com eles como desejais o Pai Celestial vos cerque de carinho e de amor. Não encerreis os pássaros em gaiolas, renunciai as caçadas, acariciai os vossos animais, dai-lhes remédios na enfermidade e repouso na velhice, lembrai-vos que os animais são seres vivos que sentem...que pensam...que se cansam e que tem força limitada que adoecem e que envelhecem.
Carroceiros! Não sobrecarregueis os vossos burros e os vossos cavalos como fazem com os homens os escribas e fariseus: impondo-lhes pesados fardos que eles, nem com a ponta do dedo os querem tocar!
Tratai bem os vossos animais, limpai-os, curai-os, alimentai-os. Acariciai os vossos animais dai-lhes remédio na enfermidade, tratamento, liberdade e repouso na velhice!
Os animais são nossos companheiros de existência terrestre como nós eles vieram progredir, estudar e aprender seja seus anjos tutelares Sede benevolentes, porque também em comparação aos Espíritos Divinos, de quem implorais luz e benevolência, sois asnos sujeitos à ação reflexão do bem e do mal!
Jesus que nasceu num estábulo entre os animais levanta os nossos espiritos a majestade do teu reino e infunde em todos nós a luz do teu imenso amor. 
Que assim seja.
Cairbar Schutel

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Os animais reencarnam em círculos familiares?


A resposta é sim, como já escrito aqui no blog em Animais no plano espiritual, porém, esta não é uma certeza, apenas os espíritos superiores, aqueles que cuidam dos animais não-humanos desencarnados, sabem por quais caminhos aquele ser irá trilhar em uma nova encarnação.

Diante disto, gostaríamos de dividir com você leitor uma pequena história de Chico Xavier e Aninha, uma gatinha que passou algum tempo com Chico.

Conta-nos Carlos Baccelli em seu livro Chico Xavier, o amigo dos animais (Editora LEEPP), que Chico conversava e orava com Aninha. Os dois eram verdadeiros companheiros. Até que um dia, Aninha desencarnou e Chico sofreu muito.

Chico teve que orar muito para superar a despedida de sua amiga e disse: "- Olha, meu filho, eu não vou sentir uma dor maior quando perder um parente, um amigo; vou chorar igual, sentir igual (...) e ainda observou: - Os espíritos me dizem que o animal com algum progresso sempre volta ao ambiente em que ele se habituou..."

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os cães podem ver espíritos?

Fonte: CVDEE

O fato narrado é absolutamente natural e até muito comum. Os Espíritos ensinam que nos animais há uma inteligência, porém, limitada (questão 593). Comentando a questão, Kardec afirma que "há neles uma espécie de inteligência, mas cujo exercício quase que se circunscreve à utilização dos meios de satisfazerem às suas necessidades físicas e de proverem à conservação própria". Mais adiante, na questão 597, ensinam os Espíritos que há nos animais uma inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, princípio independente da matéria e que sobrevive ao corpo. "É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus". 

Na questão 606, afirmam os Espíritos que o princípio inteligente dos animais é tirado do elemento inteligente universal, assim como o do homem, sendo que no homem passou por uma elaboração que o coloca acima da que existe no animal. É uma fase de preparação para alçar vôos mais altos. Uma espécie de germinação, que vai propiciar a esse princípio espiritual evoluir até sofrer uma transformação e se tornar espírito (questão 607). O reino animal, desse modo, é uma espécie de germinação, que vai propiciar ao princípio espiritual evoluir até sofrer uma transformação e se tornar espírito, entrando, então, a partir daí, no período de humanização. Há nos animais aptidões diversas, comuns aos seres humanos, tais como certos sentimentos, certas paixões e faculdades espirituais outras que estão em desenvolvimento. 

Allan Kardec, no Livro dos Médiuns, transcreve uma mensagem de Erasto, em que ele explica que "é certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinado pela visão de um ou de muitos Espíritos, mal-intencionados com relação aos indivíduos presentes, ou com relação aos donos dos animais. Ainda com mais freqüência vedes cavalos que se negam a avançar ou a recuar, ou que empinam diante de um obstáculo imaginário. Pois bem! tende como certo que o obstáculo imaginário é quase sempre um Espírito ou um grupo de Espíritos que se comprazem em impedi-los de mover-se. Lembrai-vos da mula de Balaão que, vendo um anjo diante de si e temendo-lhe a, espada flamejante, se obstinava em não dar um passo. E que, antes de se manifestar visivelmente a Balaão, o anjo quisera tornar-se visível somente para o animal." 

Portanto, o que pode estar ocorrendo com seu cachorro é que ele está tendo a visão de algum espírito que lhe está aparecendo, causando-lhe susto e, em conseqüência, latidos. Os animais, como vimos da explicação do espírito Erasto, têm capacidade para perceberem o plano espiritual, embora, evidentemente, não possam servir como médiuns, pois sua inteligência não está o suficiente desenvolvida para tanto. Procure melhorar a ambiência espiritual de sua residência, para evitar que espíritos perturbadores encontrem as vibrações de que necessitam para se aproximarem. Continue orando e, se ainda não o faz, comece a fazer a Reunião do Evangelho no Lar, para que, não somente você, mas todos da família e auxiliares possam receber os seus benefícios, que envolvem todo o ambiente doméstico. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Prudência e respeito aos animais não-humanos - relato

Amigos, gostaria de relatar o que presenciei em uma viagem há poucos dias. Muito me abalou, mas muito me fez refletir e acredito ser importante compartilhar essa experiência afim de divulgar a causa de respeito aos animais não-humanos.

As leis existem para que os instintos animalescos humanos sejam controlados - explico.

Passava, certa vez, em frente a um terreno a avistei a seguinte frase escrita em uma placa: "Proibido jogar lixo no terreno." "Quem jogaria lixo neste terreno?", pensei. Infelizmente, relembrei que muitos poderiam fazê-lo.

Quando pensamos na Lei Mosaica, claramente percebemos que foi criada para inibir os instintos primitivos dos seres humanos. Matar, trair, roubar, mentir etc. A maioria dos humanos carrega consigo estes mesmos instintos do homem do passado, por isso as leis ainda são necessárias. Afinal, se pensássemos em um mundo mais evoluído, certamente não se faria necessário o lembrete de que jogar lixo na rua é algo ilegal e passível de punição.
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Dirigia a pouco mais de 100 km/h -  a rodovia permitia 120 km/h. Penso que se a velocidade mínima e máxima foi estipulada, quer dizer que os valores entre limite inferior e superior são considerados seguros, e, em uma situação de risco, você terá tempo para tomar a atitude mais correta. E foi isto que aconteceu comigo.

Lá vinha ele, um lindo cãozinho - muito parecido com um da raça fox paulistinha -, poderia dizer que ele corria mais do que os próprios carros na estrada, tamanho era o desespero.

Minha velocidade - considerada segura - permitiu que eu desviasse dele, reduzisse a velocidade e ligasse o pisca alerta para avisar o motorista atrás de mim. Infelizmente, o mesmo não estava em velocidade segura, certamente seu velocímetro passava os 120 km/h e sua atenção não estava integralmente voltada para a direção, o que não o permitiu decifrar meu sinal.

O que mais temia aconteceu. Não gostaria de lembrar o final desta história. Muito me entristeceu, chorei como criança e aos prantos liguei para a polícia e para a instituição responsável pela estrada pedindo ajuda.

A imprudência do ser humano está longe do fim, mas precisamos, dentro de nossas possibilidades, fazer o melhor para que os seres humanos respeitem os animais não-humanos como seu próximo. 

Infelizmente, muitos homens ainda não possuem o "dom" de amar os animais não-humanos como irmãos, ok, sem problemas. Agora, respeito é um direito de todos os seres vivos.

Os animais não-humanos são como nós humanos, sentem alegrias e tristezas, certamente não podemos dizer qual é a intensidade, mas podemos afirmar que eles dividem conosco estas sensações.

Se aquele ser humano (que poderia ser qualquer um de nós), dirigindo seu carro a mais de 120 km/h, fosse prudente, poderia ter poupado um ser indefeso do sofrimento, poupado uma vida.

Pensemos nisto.

Um grande abraço!
Fernanda

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Entrevista com Celso Martins sobre a espiritualidade dos animais não-humanos

Fonte: O Mensageiro


Celso Martins é militante espírita, escritor e palestrante espírita.

P: - Como os animais vivem no mundo espiritual? 
R: - No mundo espiritual, conforme li em André Luiz, os animais vivem com os espíritos (humanos desencarnados) do mesmo modo que aqui nós vivemos com os bichos (aves, animais domésticos, etc.). 

P: - Sabemos que os animais tem alma e no livro "A Próxima Dimensão" quando a personagem está andando na cidade Nosso Lar com André Luiz observa um casal de passarinho no ninho com ovinhos, assim indaga para André se é possível os animais reproduzirem no meio espiritual? André não quis comentar a questão dizendo ser complexo. O senhor acha isto possível? 
R: - Não conheço o livro “A Próxima Dimensão”. Assim, não posso dizer nada mas posso afirmar que nascimento de um pássaro a partir de um ovo só mesmo aqui no mundo material. 

P: - Um animal doméstico pode reencarnar em um lar em que já viveu? 
R: - Por quê não? Pode, sim! 

P: - Os animais entram no processo evolutivo? Ou seja, todos os espíritos que hoje são humanos, já foram animais um dia? 
R: - Sim, todos os espíritos que agora animam corpos humanos, num passado distante, animaram animais, onde adquiriram atributos que hoje se apresentam nos seres humanos. Nisto é que consiste a evolução anímica. 

P: - Como e onde se dá a transição do reino animal para o hominal? 
R: - Como se dá eu não sei. Porém, ocorre no mundo espiritual com o burilamento do seu perispírito. 

P: - Partindo do pressuposto que animais não têm carma, qual a necessidade de seu sofrimento? 
R: - A dor é uma circunstância a que se submete o animal para que, mais tarde, habitando o corpo humano e aí ao errar acabe sofrendo para reequilibrar-se diante de sua consciência moral, não tenha um impacto muito intenso diante do contato com a dor. Eu penso assim. Emmanuel tem uma mensagem que ensina que o sofrimento do animal serve para despertar a sua consciência. Mas o assunto, a meu ver, continua em aberto, comportando outras ponderações. 

P: - Sabemos que no mundo espiritual a alimentação seria bem mais "leve", totalmente despojada de carne. Não seria bom se começássemos a nos exercitar no vegetarianismo? 
R: - Sim, seria bom, desde que o vegetariano ingira verduras, cereais, frutas, mel, derivados do leite a fim de não vir a ter doenças carenciais por falta da ingestão de proteínas da carne, do ferro, do fígado do boi, etc., etc. Todavia – nunca esquecer a frase de Jesus – não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, porém tudo aquilo que dela sai – palavras que expressam sentimentos da alma. 

P: - Os animais são médiuns? 
R: - Não. Os animais podem ter uma percepção extra-sensorial mas isto não chega a ser mediunidade, não. Kardec tem no Livro dos Médiuns uma explicação bem clara sobre este assunto. 

P: - Após o desencarne de um animal de estimação, nunca mais teremos notícias dele, ou seja, não saberemos se está bem ou não na sua caminhada evolutiva, se já passou para o reino hominal? E poderemos reencontrá-lo após o nosso desencarne? 
R: - Nada posso afirmar. Uma coisa é mais do que certa – debaixo da proteção de Deus este animalzinho estará sempre bem em sua marcha evolutiva. Deus é amor e Justiça. 

P: - Na questão 600 do Livro dos Espíritos, os Espíritos esclarecem que o princípio inteligente ainda vinculado à fase animal da evolução, após a desencarnação, é classificado pelos dirigentes espirituais e aproveitado quase imediatamente, sem entrar em relação com outras criaturas. Não é um espírito errante. No entanto, dentre outros autores espirituais, André Luiz nos dá notícia da existência de animais no mundo espiritual. Como explicar esse fato? Seriam esses animais plasmados pelos espíritos, como as plantas o são, segundo descrição de alguns autores daquele plano? 
R: - Kardec não podia dizer tudo de uma só vez. Até porque o mundo não entenderia, como não entende até hoje temas mais simples. A meu ver, André Luiz apenas ampliou e aprofundou os assuntos quando a humanidade teve mais elementos na psicologia animal para entender a matéria. 

P: - As almas de animais nos mundos superiores são tão evoluídos quanto os homens, aqui, da terra? 
R: - Tão evoluídos como os homens na Terra creio que não. Kardec diz que os animais de lá são mais evoluídos dos que os animais daqui. 

P: - Os ditos elementais são almas de animais ou homens? 
R: - A meu ver, os elementais (citados por Kardec quando se refere à ação dos espíritos sobre a natureza, como os ventos, os temporais, etc.) são entidades que estão passando gradativamente do reino animal para a espécie humana. Assim penso eu. Assim se explica por que Jesus acalmou a tempestade. 

P: - Como devemos interpretar o item 283, do capítulo XXV do Livro dos Médiuns - Das evocações - em que diz que não existem almas de animais no mundo espiritual? Devemos interpretá-lo, ou entendê-lo, como se estivessem falando dos níveis espirituais superiores ou que eles, os espíritos superiores não queriam falar sobre este assunto naquele momento, deixando para André Luiz revelar depois, optando pela negativa das almas de animais na espiritualidade, evitando, assim, polêmicas descabidas naquele tempo? 
R: - Volto a dizer, Kardec não pôde à sua época dizer tudo... Por outro lado, mesmo hoje, o princípio inteligente dos animais não pode dar comunicações mediúnicas pois que não há um entrosamento fluídico entre o espírito humano e o espírito (vamos dizer assim!) dos animais. 

P: - A evolução dos animais é só corporal, biológica ou ocorre evolução no relacionamento que eles têm entre si? Em um número da revista Superinteressante, infelizmente não me lembro qual, diz que os macacos tiveram uma pequena evolução no seu relacionamento com os da mesma espécie, como nós espíritas devemos ver isto? 
R: - Não li a Revista citada, mas entendo que pequena ou grande a evolução sempre se dá, tanto dentro dos indivíduos da mesma espécie (veja o nosso caso, somos todos da mesma espécie) como dentro dos relacionamentos com outras espécies (decorrência mais ampla da Lei da Sociedade e também da Destruição, lá de O Livro dos Espíritos. 

P: - Os instintos nos animais são originários do seu corpo ou da sua alma? 
R: - Os instintos (nossos também) nunca nascem da parte material. Todos eles partem da natureza espiritual dos animais e também dos seres humanos. 

P: - Existem casos em que animais (cães e, até, escorpiões) teriam cometido suicídio, isto realmente ocorre? Se sim, o que isto revela, na visão espírita? 
R: - Sim, há relatos dignos de confiança de animais que se matam. Creio seja um caso de depressão e esta hoje em dia se sabe provém por problemas de substâncias do cérebro.O animal poderia estar com tais problemas neurológicos. Conheci um gato que tinha crises de epilepsia. 

P: - Os espíritos inferiores podem influenciar os animais para que cometam crimes, prejudiquem alguém? 
R: - Não. No máximo meter medo ao homem a quem os espíritos inferiores querem atingir. Mas cometer crimes, acho que não. 

P: - Houve casos de materializações de animais, em sessões específicas para este fenômeno? 
R: - Sim, já houve e no meu livro “A Alma dos Animais” eu dou exemplo disto. 

P: - O uivo dos cães é uma premonição, como muitas acreditam que seja? 
R: - Não creio.O cão uiva por sentir-se solitário. Pede o carinho dos seus donos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Telepatia - comunicação entre homem e outros animais

O assunto em epígrafe é complexo e muito polêmico. Como poderiam seres humanos comunicarem-se com outras espécies que não se utilizam de uma mesma linguagem?

Segundo a veterinária Sheila Waligora, isto é possível sim! "Tenho, desde criança, grande conexão com os animais e com os reinos da Natureza", escreve em seu blog, dedicado à comunicação entre espécies.

Waligora se aprofundou no estudo com uma grande mestre do assunto, Penelope Smith (autora do livro Linguagem Animal, Editora Mercurio), pioneira da comunicação telepática entre espécies nos Estados Unidos (EUA), e se empenhou em trazer seu conhecimento, adquirido nos EUA, para o Brasil, publicando o livro “Eu Falo, Tu Falas… Eles Falam” e o CD “A Aventura da Comunicação entre Espécies” (Editora Irdin).


Sheila Waligora (Reprodução)



Certa vez, postamos aqui no blog Animais e o Espiritismo, sobre o sexto sentido nos outros animais. 

O biólogo inglês Ruppert Sheldrake defende a teoria de que os animais têm sexto sentido e podem adivinhar o que o dono (tutor) está pensando ou sentindo.

Com alguns experimentos, Sheldrake pode demonstrar que sua hipótese faz sentido, porém ainda faltam argumentos para que isto seja comprovado cientificamente.

Para aqueles que têm o privilêgio da companhia de um animal não-humano, parece não ser necessária a comprovação científica para descobrir que, de alguma maneira, estes amigos sabem exatamente o que seus tutores querem ou falam. 
Segundo o Espiritismo, sabe-se que, em planos mais evoluídos, a telepatia é perfeitamente possível e acessível entre espíritos humanos - ao contrário do mundo que vivemos hoje, em que a telepatia ainda é muito avançada para a grande maioria dos espíritos aqui encarnados.

Por que não acreditar que alguns dos pensamentos de um ser humano não possam ser captados por um outro animal? Não estamos afirmando aqui que um outro animal pode interpretar literalmente as palavras do ser humano, mas que ele pode, através da energia, sentir quais são suas possíveis intenções. Independentemente da verdade, sempre é interessante refletir de maneira lógica.

Imagem Sheila Waligora: reprodução blog  http://sheilawal.wordpress.com/

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Espiritualidade animal em alta


Fico extremamente feliz quando percebo o interesse das pessoas pelo amor, respeito e estudo da espiritualidade dos animais não-humanos.

A espiritualidade dos outros animais é um assunto que vem ganhando espaço e tornando-se comum em conversas daqueles que têm um carinho especial por animais não-humanos.

Para estas pessoas parece simples entender que os outros animais, como nós, possuem espiritualidade, o que é muito lógico, porém para muitas outras pessoas este entendimento não é tão claro, pois, na grande maioria das vezes, elas não tiveram a oportunidade de reflexão e/ou acesso a informações claras e coerentes sobre o tema.



Assim, o bog Animais e o Espiritismo, apoia ações que visam divulgar a questão da espiritualidade dos outros animais, acreditando que a divulgação e conhecimento da população sobre o assunto é base para um mundo de mais amor e harmonia entre homens e outros animais.

Uma vez que o ser humano perceber que não é o único a ter espiritualidade, respeitará seu semelhante - humano ou não-humano.



Gostaríamos de parabenizar a Mythos Editora por abraçar esta causa e pela enorme contribuição na divulgação da espiritualidade animal!


A revista Animais Doutrina & Espiritualidade está em sua terceira edição, clique <<aqui>> para saber mais!

Um grande abraço!
Fernanda
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A sensibilidade animal à música

Muitos são os casos em que os animais não-humanos parecem gostar de ouvir música de boa qualidade.

Podemos citar exemplos de cães, gatos, cabras, búfalas, vacas etc.

No livro A Desencarnação dos Animais, escreve o autor que, quando desencarnam, os animais se acalmam ouvindo música e, pelo descrito no livro, isto funciona como terapia, uma vez que muitos animais têm uma desencarnação cheia de traumas e sofrimentos (como animais que são abatidos/assassinados para consumo humano).

Observe o vídeo abaixo, podemos dizer que as vacas demonstram grande interesse e parecem gostar do que ouvem.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia mundial dos animais



Hoje é comemorado o dia mundial dos animais não-humanos, mesmo dia em que a igreja católica comemora o dia de Francisco de Assis (leia também: A vida de Francisco de Assis).

Esta não é uma coincidência, mas, como muitos sabem, Francisco de Assis é considerado no Catolicismo o santo dos animais não-humanos. Ele demonstrou em uma vida dedicada à caridade, que todas as criaturas estão unidas pelos laços da irmandade e que se deve respeitar todo o ser vivo como um verdadeiro irmão.

Se observamos com atenção a história que revela o modo em que viveu e que tratou todos os animais, poderemos então dizer que Francisco de Assis corroborava com o que o Espiritismo nos traz: os animais não-humanos possuem sim uma alma, pois originam-se de um mesmo princípio, são espíritos!

Veja abaixo um trecho da entrevista com Paulo Fernando sobre a vida de Francisco do site Alma Animal:

                                "Francisco de Assis, em algum momento de sua vida, relatou sobre a alma do homem e/ou dos animais? Francisco teve sob seus cuidados, durante um tempo, um cordeirinho que depois o entregou a sua amiga Jacoba de Settesoli de Roma. Segundo relatos, Francisco instruiu o animal nas coisas espirituais que o mesmo passou a demonstrar um comportamento de reverência em ocasiões de oração ou em missas. Poderia ser um condicionamento? Podia. Mas penso que Francisco não tinha nem jeito e nem tempo para tal coisa. Outro exemplo é o lobo de Gubio, onde Francisco conversou e pacificou o animal em sua passagem pela cidade. Ele instruía, falava e se comunicava com todas as criaturas sobre as coisas espirituais e isso concorre para deduzir que para ele os animais possuem uma alma. Podia não declarar isso, porque poderia ser muito mal compreendido naquela época, mas seu comportamento e atitudes indicam isso sim. Como Francisco poderia instruir o animal nas coisas espirituais se o mesmo não tivesse uma espiritualidade, ou seja, uma alma? Pelo menos é o que eu penso."


Para ler a entrevista na íntegra, basta clicar: A vida de Francisco de Assis 

Hoje, o dia é lembrado em importantes fontes jornalísticas. Escreve-se sobre Francisco de Assis e a permissão que é concedida aos outros animais de irem às igrejas para serem abençoados (O Globo), sobre feira de adoção promovida pela igreja católica (G1) e alguns preferem escrever sobre como a consciência do respeito animal foi crescendo com a evolução da humanidade (Estadão).

O dia nos permite refletir como estamos tratando companheiros de jornada. Será que verdadeiramente consideramos os animais não-humanos como nossos irmãos? Mesmo aqueles que se sensibilizam com as diversas atrocidades que acontecem, agem de maneira respeitosa com todos os animais - homens e outros animais? 

Que o dia seja repleto de reflexão, ação e unidos possemos entrar em corrente de oração por todos os animais. Um dia a harmonia entre humanos e não-humanos não será mais um sonho. Façamos nossa parte!

Leia também:



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A vida de Francisco de Assis



Amigos! É início de outubro, mês que lembramos também Francisco de Assis. Para os católicos, especificamente no dia 4 de outubro é o dia deste espírito de grande luz e amor.

Estejamos em oração por nossos irmãos, todos eles, homens e outros animais. Façamos como Francisco de Assis, que nos ensinou que todos somos irmãos.

Veja a entrevista de um grande conhecedor da vida de Francisco de Assis no site Alma Animal, basta clicar: A Vida de Francisco de Assis. Você poderá conferir temas como a espiritualidade dos outros animais, a comunicação de Francisco com os outros animais, alimentação etc.

Um grande abraço!
Animais e o Espiritismo
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"Francisco de Assis (...) nasceu numa família abastada e teve uma juventude recheada de momentos de alegria e diversão. Sonhava com a conquista de glória e riqueza como todos os jovens da sua época. Mas gradualmente foi vencendo um e outro obstáculo da sua personalidade, até finalmente se despir em público, na praça Santa Maria, entregar tudo o que possuía ao pai e renascer para uma nova vida.

Francisco foi alguém em quem somos capazes de encontrar as mesmas limitações, as mesmas dúvidas, os mesmos erros que encontramos em nós mesmos. O que veio mostrar, foi que também nós somos capazes de mudar o mundo, provocando a mudança em Nosso Interior.

Ele nos ensinou ainda que nós somos capazes de sentir Amor Incondicional, de Amar os nossos inimigos, de curar e espalhar a Paz. Cometeu erros, mas tomou a decisão de seguir o caminho de regresso a Deus.

Muitos de nós também já não tomamos a mesma decisão? Francisco, como nós, também vacilou no seu Caminho de fortalecimento espiritual. Teve, como nós, terríveis momentos de dúvida, de desespero até? Qual a diferença então?

A diferença principal foi a perseverança alicerçada na sua coragem e num Amor que crescia dentro dele e que o fortalecia nos momentos de fraqueza."

Texto "A herança de Francisco de Assis"do site Francisco de Assis retirado do site Fraternidade de Assis 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ativistas comemoram fim das touradas na Catalunha



Fonte: Globo (G1)
As touradas foram definitivamente proibidas no domingo passado (25) na Catalunha. A prática esportiva foi banida após petição assinada por 180 mil pessoas.

Ativistas da organização Anima Naturalis comemoraram com brindes a última das "corridas" na região espanhola em frente à arena em Barcelona.

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Estamos caminhando, mesmo que a passos lentos, para um mundo de Regeneração.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A visão espírita sobre os "animais de entreterimento"

Qual a posição do Espiritismo frente ao que alguns chamam de diversão, em que os atores principais são os animais não-humanos?


Chamar irmãos de evolução de "animais de entreterimento" e entreter-se com qualquer tipo de crueldade é totalmente contraditório rumo à evolução espiritual.
"Devemos acordar os companheiros encarnados mais esclarecidos para a nova era em que os homens utilizar-se-ão dos animais com espírito de respeito. É de importância essencial, pois sem amor para com nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores"
ANDRÉ LUIZ (psicografia de Chico Xavier)
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Agosto/2010
            Ao longo dos milénios vamos assistindo ao evoluir da humanidade, ao refinar dos seus gostos, das sua tradições, dos seus hábitos. A tal ponto que, as guerras, outrora cruéis, tornaram-se hoje mais sofisticadas, já não sendo o soldado que espeta a baioneta no inimigo, mas o simples "click" num botão, que permite matar com mais "humanidade", de uma maneira aparentemente "menos" cruel.
No que concerne às tradições, umas vão desaparecendo e outras vão ficando, até que um dia desapareçam por sua vez e dêem lugar a outras, novas, que aparecerão. Faz parte da dinâmica das sociedades, da evolução grupal e individual.
Com a Doutrina Espírita, que não é mais uma seita nem mais uma religião, aprendemos que o princípio espiritual, criado por Deus, evolui ao longo dos milénios, no reino vegetal, transitando para o reino animal, culminado este "estágio" milenar no reino hominal, onde aí, o princípio espiritual torna-se um Espírito, adquire a sua personalidade, e começa então as suas primeiras vidas em planetas primitivos, evoluindo por sua vez, ao longo dos milénios, intelectual e espiritualmente, até que um dia atinja a angelitude (ver "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec).
Neste sentido, o Espiritismo vê os animais como nossos irmãos menores, seres vivos, seres orgânicos, apenas noutro estado evolutivo, no reino animal, digamos que num degrau abaixo do nosso actual estado evolutivo. Os animais merecem-nos o maior respeito, acompanhamento, auxílio, e devemos contribuir para o seu bem-estar, para que a sua evolução se faça também o melhor possível, sem sofrimento, tal como faríamos a um ser humano.
Invocar em defesa das touradas, (espectáculo público que apresenta reminiscências dos circos romanos, e que trazemos essas lembranças nas nossa memórias, de outras vidas) que são uma tradição, seria o mesmo que adotarmos em pleno século XXI, a tradição do duelo, costas com costas, 10 passos em frente, e quem disparar primeiro e acertar no outro, safa-se, e o outro morre. Era tradição, servia para lavar a honra perante uma ofensa, homem que fosse homem, perante a mínima ofensa teria de pedir um duelo, mostrando assim a sua masculinidade. Hoje, esse procedimento afigurar-se-ia um disparate rematado, caso fosse invocada a sua reedição por motivos culturais, por ter sido uma tradição da nossa história, entre outros pontos a favor.

O Espiritismo considera os animais nossos irmãos,
num reino evolutivo inferior, competindo-nos apoiá-los e amá-los
 
Na nossa condição de espíritas, não é paradigma criar conflitos, acusar o próximo, pois certamente existem muitos argumentos a favor e outros contra, e todos eles certamente serão válidos para quem os defende. No entanto, embora sejamos apologistas da compreensão mútua, da tolerância, do amor ao próximo, do entendimento, de sermos pontes de entendimento ao invés de sermos vales de discórdia, é nosso dever como espíritas, intervir tranquilamente, opinar sem ferir, sem magoar, sem agredir.
Jesus aconselhava que não puséssemos a luz sob o alqueire, e como tal, seria no mínimo desonesto que nos abstivéssemos de opinar por questões de "marketing".
A Terra é a nossa casa temporária, nesta vida, como já foi em muitas outras e continuará a ser ainda por muito tempo em vidas futuras, e, os seres vegetais e animais, merecem todo o nosso respeito, admiração, carinho e Amor, como nossos irmãos em reinos inferiores da evolução, não nos sendo lícito utilizá-los para pretensas festividades, onde o sofrimento dos animais é motivo de alegria daqueles que supostamente deveriam ser mais evoluídos: os humanos.
O texto acima foi transcrito do blog Artigos Espíritas. Para ler, basta clicar: O Espiritismo e as Touradas

Sugerimos também a seguinte matéria da Folha Espírita: Touradas. O que você pensa sobre elas?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cães segundo o Espiritismo

Amigos em maio deste ano, tivemos o grande prazer de bater um papo com o pessoal do Canina Blog sobre a espiritualidade dos cães. Gostaríamos muito de compartilhar com vocês essa entrevista.
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Fonte: Canina Blog

"Quem maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar"
Chico Xavier


QUEM sofreu com a despedida do seu melhor amigo canino já se perguntou: será que há algo esperando por ele do outro lado? Para o Espiritismo, essa vida é parte de uma constante evolução. Estão ai diversos filmes, como Chico Xavier e Nosso Lar que mostram, de forma popular, como o chamado codificador do Espiritismo, Allan Kardec, trata dessas fases da alma.
MAS será que somente os seres humanos reencarnam? Na sua obra chave, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec escreve: “Acreditar que Deus haja feito, seja o que for, sem um fim, e criados seres inteligentes sem futuro, fora blasfemar da Sua bondade, que se estende por sobre todas as suas criaturas.”
ESSE trecho intrigante tem motivado muitos debates sobre o papel dos animais na evolução humana. É o caso do grupo Animais e o Espiritismo que iniciou um estudo focado das questões espirituais e os animais. “Acreditamos que, apesar de vasta literatura, este ainda é um assunto pouco discutido e conhecido, com muitos tabus a serem vencidos. A internet nos auxilia a disponibilizar informações de qualidade para quem se interesse.”
PARA o grupo é ilógico e até imoral pensar que outros animais estão na Terra para simplesmente servirem os seres humanos. “Por que Deus, em sua infinita bondade, faria seres que não evoluem e apenas vivem para servir o homem? Por que apenas o homem seria o filho privilegiado?”

Confira abaixo as principais partes dessa conversa com o CaninaBlog:

CANINABLOG: Qual é o papel dos animais segundo o Espiritismo?
Animais e o Espiritismo: Segundo a Ciência, todos somos animais. Segundo o Espiritismo, também. Os seres humanos diferenciam-se dos outros por um estado de consciência mais elevado. Todos nós, animais humanos e animais não humanos, temos nossa importância nesse planeta em que hoje vivemos. No livro A Espiritualidade dos Animais – Qual a sua dúvida sobre o tema?, Marcel Benedeti escreve que não é correto dizer que somos seres humanos, e sim que estamos no estágio da humanidade. Todos os seres vivos têm um mesmo princípio e caminham para um mesmo objetivo: a evolução espiritual. Nas obras da Codificação, Allan Kardec também escreve sobre os outros animais. Na questão 601 em O Livro dos Espíritos: “(…) tomemos os nossos mais inteligentes animais, o cão, o elefante, o cavalo (…)”. O que não exclui tantos animais que a Ciência já provou como detentores de certa inteligência.

CANINABLOG: Dentro deste pensamento, qual é o papel do cachorro?
Animais e o Espiritismo: Cada ser vivo tem seu papel a ser desenvolvido nesta vida. De maneira simples, podemos pensar que todos somos espírito, mas em níveis de evolução diferentes. Espíritos que encarnam em corpos humanos, como nós, estão à frente na caminhada espiritual evolutiva, quando comparados a outros espíritos que estão encarnados em outros animais, como exemplo os cães. Sabe-se que animais como cães, gatos, pássaros, vacas, galinhas – ditos animais domésticos – não reencarnarão em animais ditos selvagens, pois a proximidade com o ser humano ajuda estes espíritos a evoluirem mais rapidamente. Assim, a responsabilidade que temos sobre os outros animais é ou deveria ser a de um irmão para com o outro. Isto, infelizmente, não é observado na sociedade humana da atualidade.

CANINABLOG: Como podemos contribuir com a evolução dos cachorros?
Animais e o Espiritismo: Independentemente de filosofia, quem ama verdadeiramente um amigo (humano ou não) já auxilia sua evolução espiritual. Podemos lembrar de vários casos de cães que foram maltratados uma vida inteira por seus donos, o que os levaram a eliminação (eutanásia), por serem considerados perigosos demais para o ser humano. Estes seres tiveram, de alguma maneira, sua evolução marcada pela dor e sofrimento, o que pode provocar um atraso na retomada de sua evolução espiritual na mesma encarnação ou em outras. Emmanuel (psicografado pelo querido Chico Xavier) escreveu: “Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais. Na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto, quem maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar.” O fator principal para a evolução de qualquer ser é o amor.

Confira a entrevista, basta clicar:  O cachorro segundo o Espiritismo
Obs.: Desconhecemos o autor da foto acima, por gentileza, qualquer inconveniente, avise-nos